Silves

Dicas de viagem para Silves no curso superior do Rio Arade, o antigo centro cultural Árabe do Algarve no sul de Portugal com o Castelo de Silves, a Catedral Sé e o Museu Arqueológico: Alojamento, pontos de interesse, historia, restaurantes, campos de golfe, vinicultura, costa rochosa Atlântico, …
Silves
  • Distrito: Faro > Município: Silves > Freguesia:
  • População: 11.000
  • Distâncias: Faro Aeroporto 70 km, Lisboa Aeroporto 256 km

Silves no distrito de Faro é uma cidade e um município no interior do Algarve, a região mais a sul de Portugal. O Castelo de Silves avista-se de longe e é o monumento emblemático desta cidade que durante séculos da ocupação árabe foi o centro cultural e administrativo do Algarve.


Silves localização e acesso

Silves em Barrocal no Rio Guadiana

Silves fica nas terras férteis do Barrocal, no sopé da serra. A cidade na bacia superior do Rio Arade, que desagua perto de Portimão no oceano Atlântico, é a cidade mais antiga do Algarve.

Da Estrada Nacional 125, o eixo viário oeste-leste, e também da autoestrada A22 (saída 7) chega-se a Silves em poucos minutos através da N124-1. Para quem possa reservar algum tempo, uma viagem na M269, a partir de Alcantarilha, é uma alternativa para descobrir as belezas da paisagem nos arredores de Silves.

A estação de comboio mais próxima da Linha do Algarve passa poucos quilómetros a sul de Silves. Porém, a empresa EVA Transportes assegura melhores ligações de Silves a outras localidades.

O Rio Arade, em tempos da ocupação árabe uma via navegável importantíssima, hoje permite apenas passeios de canoa na sua bacia superior.


Pontos de interesse em Silves

Castelo de Silves, Catédral Sé, Museu Arqueológico, Ponte Velha

Em Silves há muita coisa para descobrir. Uma delas é a Ponte Velha sobre o rio Arade, que hoje tem apenas acesso pedestre. Apesar do seu nome, o antigo viaduto provavelmente é de origem medieval. É um belo motivo característico para uma fotografia de recordação; Além disso, da ponte abre-se um panorama pitoresco sobre o rio e o castelo.

Recomenda-se deixar o carro no estacionamento à beira do rio Arade e descobrir as ruelas a pé. Contudo, na canícula estival o caminho para a parte alta da cidade é íngreme e extenuante; mesmo assim, vale a pena. O Museu Arqueológico na Praça do Município tem em exibição uma grande variedade de peças, que relatam a história complexa e diversificada desta cidade antiga e dos seus arredores. A Sé de Silves com o seu adro grande foi construída sobre as fundações da antiga Mesquita. Este prédio histórico é digno de ser visto e faz lembrar que, até 1577, Silves foi sede do Bispo do Algarve.

O Castelo de Silves, construído entre o século IX e o século XII, não é apenas o monumento emblemático da cidade, mas uma das mais importantes edificações dos tempos da ocupação árabe em todo o Algarve. As suas muralhas e ameias são construídas com grés vermelho vindo de Silves. Já em 1910, o Castelo de Silves foi classificado como Monumento Nacional.

O maciço castelo é o maior e mais bem conservado monumento da sua categoria em todo o Algarve. Uma volta pelas muralhas ameadas com uma extensão de 400 metros transmite uma ideia da capacidade de resistência, da potência e da invencibilidade desta fortaleza. A vista para o interior do castelo, que ocupa uma área de cerca de 12 mil m2, mostra as suas dimensões. Na alcáçova destacam-se duas cisternas: a principal, retangular e de dimensões colossais, com uma cúpula, outrora garantiu o abastecimento do castelo e da cidade com água. No entanto, a segunda cisterna, denominada de Cisterna dos Cães, com mais do que 60 metros de profundidade, ao que se crê, foi um antigo poço.

Do cimo das muralhas abra-se uma vista não menos imponente sobre a parte alta da cidade, sobre a catedral, a baixa de Silves à beira do rio Arade e as colinas verdes nos arredores de Silves.


Compras e gastronomia em Silves

Mercado municipal de Silves e Marisqueira Rui

Na baixa de Silves, nas imediações da beira do rio e perto da Ponte Romana fica o Mercado Municipal, onde se vendem produtos agrícolas regionais, peixe e marisco. Visitas valem a pena especialmente aos sábados: O cenário garrido oferece uma excelente oportunidade para descobrir mais sobre esta terra e a sua gente.

As ruelas pitorescas da parte alta da cidade acolhem algumas lojas de artesanato típico da região.

Perto do mercado municipal encontra-se a Marisqueira Rui, o restaurante mais famoso da cidade. A marisqueira é indicada em qualquer guia turístico, muitas vezes referido como o melhor restaurante de peixe no Algarve. A cozinha é tradicional e não se limita a pratos de peixe e marisco. Quando lá almoçámos com amigos, encontrámos a marisqueira bem frequentada, sobretudo por clientes locais.


Nos arredores de Silves

Rio Arade, Armação de Pêra, Algoz e Alcantarilha

Silves é um ponto de partida ideal para caminhadas e passeios de bicicleta. Caminhos recomendáveis levam ao longo do rio Arade e até as Barragem do Funcho e do Arade, na serra.

Os campos de golfe mais próximos são os do Pestana Golf Resort Silves e do Oceânico Golf: Faldo e O’Connor, perto de Alcantarilha. Um grande número de outros magníficos campos de golfe fica a trinta minutos de carro.

Ao concelho de Silves, que se estende até à costa do Atlântico, pertencem as belas praias na área de Armação de Pêra.

Os arredores de Algoz são zonas de viticultura. Em restaurantes e lojas de qualidade encontram-se os vinhos requintados da Quinta do Barranco Longo, uma adega que trabalha com a tecnologia mais moderna da vinificação.

Recomendamos uma visita a Alcantarilha, na EN125. Esta freguesia convidativa tem um núcleo bem conservado da antiga aldeia e uma impressionante capela de ossos.


História de Silves

Silves, o capital árabe do Algarve

Vestígios arqueológicos dos primeiros povoados de fenícios e cartagineses na área de Silves datam do primeiro milénio antes da nossa era. Na altura, o sítio foi chamado Cilpes. Mais tarde, na ocupação romana, desenvolveu-se uma povoação importante apesar da sua localização terra adentro, mas graças à ligação ao mar através do rio Arade que naquela época remota foi navegável.

A partir de 713 e sob o nome árabe de Xelb, a localidade fez parte do Califado de Córdova. Contudo, o Califado fragmentou-se em vários reinos pequenos, conhecidos como Taifas. Neste processo, Silves ganhou alguma independência como capital do Algarve. Seguiram vários reinos de dinastias muçulmanas e com elas surgiu o desenvolvimento como importante polo cultural.

 Foi em 1142, quando Silves foi conquistado por tropas cristãs pela primeira vez, mas ficou sob este domínio apenas por poucos anos. Silves foi novamente conquistado pelos cristãos em 1189, por D. Sancho, que se declarou Rei de Portugal, de Silves e do Algarve. A estátua monumental de D. Sancho I fica à entrada do castelo.

Apenas no período de 1242 a 1246, D. Paio Peres Correia e os cavaleiros da Ordem de Santiago acabaram definitivamente com o domínio dos Mouros. Esta vitória, que cumulou na reconquista de Faro em 1249, foi conseguido como parte de uma campanha militar encomendada às ordens religiosas pelo Rei D. Sancho II.

A seguir, o Governador do Algarve escolheu o Castelo de Silves como sede. Em 1169, a coroa de Castela abdicou dos seus direitos no Algarve e o bispo Dom Bartolomeu deu o impulso para edificar a catedral. Em 1266, o rei D. Afonso III elevou Silves à cidade.

O declínio económico começou no século XV, principalmente por causa do assoreamento do rio Arade. Por conseguinte, as localidades costeiras ganharam relevância. Em 1577, a sede do Bispo mudou-se para Faro; o terramoto de 1755 destruiu quase a totalidade das casas em Silves.

No século XIX nasceram as primeiras fábricas da preparação da cortiça e o desenvolvimento desta indústria deu empregos e criou riqueza em Silves.

Testemunho disso é a Fábrica do Inglês, uma fábrica de cortiça, que foi transformada num museu. Infelizmente, esta exposição de testemunhos materiais da história fabril de Silves encontra-se encerrada por motivos financeiros.


Concelho de Silves

A freguesia costeira de Armação de Pêra faz parte do concelho de Silves, bem como a vizinha freguesia de Alcantarilha e Pêra e ainda Algoz e Tunes no Barrocal, a própria cidade de Silves, a vila de São Bartolomeu de Messines a freguesia de São Marcos da Serra, na serra. No concelho habitam 37 mil pessoas (2011), um aumento de cerca de 10% em comparação com 2001.


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